13 de maio de 2026
Conforme mencionamos no artigo anterior, iremos tratar nesta oportunidade das características dos principais predadores do ar porque, segundo os especialistas em guerras, o domínio do espaço aéreo, utilizando aviões com alta tecnologia e mísseis de longo alcance, com tecnologia de ponta, é o primeiro passo para vencê-la. Os destaques serão para os que fazem parte da força aérea americana, pois além de estarem mais próximos de nós com certeza são os mais avançados tecnologicamente.
Iniciaremos com o bombardeiro estratégico Northrop Grumman B-2 Spirit, com 21 unidades construídas entre 1987 e 2000 (hoje existem apenas 19 unidades ativas, pois duas foram perdidas em acidentes): seu custo de construção é superior a 2 bilhões de dólares e o custo operacional por hora de voo chega a 135.000 dólares; tem capacidade para carregar armas convencionais e nucleares em missões intercontinentais; tem a tecnologia invisível, sendo praticamente indetectável; para isso, possui um formato sem cauda, de asa voadora, e é revestido com materiais especiais que absorvem e desviam as ondas do radar, colaborando para a sua furtividade, bem como controle de computadores complexos (fly-by-wire); ele pode voar mais de 11.000 quilômetros sem reabastecer, à altitude máxima de 15 quilômetros, com capacidade de carga de 80.500 quilos (75.750 quilos somente de combustível), transportando bombas de até 13 toneladas, que são as “bunker busters” (GBU-57), para penetração no solo; é conduzido por dois pilotos e equipado com uma cabine para missões de até 30 horas de duração.
Ele está entre os dois bombardeiros mais poderosos do mundo – o outro é o russo Tupolev Tu-160, conhecido como “Cisne Branco”, que é maior, mais pesado, mais rápido e com asas de geometria variável, ao passo que B-2 é mais furtivo por ser uma “asa voadora” e com armamentos mais penetrantes.
Outro importante bombardeiro americano é o Boeing B-52 Stratofortress, estratégico e o mais emblemático da Força Aérea americana, sendo considerado o símbolo e a espinha dorsal da supremacia aérea americana. Ele está prestando serviço desde 1955; foi utilizado pela NASA entre 1959 e 2007, com previsão de utilização até 2050, mas com a sua nova versão, que foi modernizada em 1961 (B-52H); foi utilizado nas guerras do Vietnã, do Golfo e do Afeganistão, entre outros conflitos, e atualmente está recebendo novas atualizações, com oito novos motores Rolls Royce F130, mais eficientes que os atuais.
Atualmente existem cerca de 75 em ação, cujo valor está entre 80-90 milhões de dólares cada um (R$ 458 milhões de reais). As suas principais características são: o seu apelido é “BUFF” (Big Ugly Fat Fellow) – Cara Grande, Feio e Gordo – lembram do nosso caminhão FNM: Feio, Nojento e Mole? – tem alcance de 14.000 quilômetros sem reabastecer; velocidade aproximada de 1.000 km/hora (Mach 0,86), carregando mais de 31.000 quilos de armamentos, convencionais ou nucleares.
Com relação aos caças americanos, sem dúvida o mais importante é o Lookheed Martin F-22 RAP-TOR, considerado o mais avançado do mundo na superioridade aérea e o primeiro de quinta geração; ele entrou em operação em 2005 e a sua produção foi encerrada em 2011, em razão do alto custo, mas sua primeira ação foi em 2023, ao abater um balão chinês. Ele é o único caça que não pode ser vendido por ser a espinha dorsal da superioridade aérea americana, com modernizações planejadas, mas deverá ser substituído por volta de 2030 por um caça de sexta geração, o F-47, muito mais letal, com inteligência artificial e operação com drones.
As suas principais características são:
Superioridade Aérea – projetado para dominar o espaço aéreo e, secundariamente, ataques ao solo;
Tecnologia Stealth – desenho e materiais especiais tornam-no quase invisível aos radares inimigos, carregando as armas internamente;
Supercruise – capacidade de velocidade de 1.82 Mach, que baseado na velocidade do som (1.216 km/h) totaliza mais ou menos 2.213 km/h, ao nível do mar, sem usar pós-combustores ou afterburner, visando economia de combustível;
Manobrabilidade – utiliza motores Pratt & Whit-ney F119-PW-100, os quais permitem manobras incomparáveis;
Produção e Custo – foram produzidas apenas 187 aeronaves, com um custo aproximado entre 150 e 350 milhões de dólares; sua hora de voo custa 35.000 dólares. Comparando o F-22 com o seu concorrente russo, o SU-57, este em tese, venceria o americano num combate aéreo por ser mais avançado e ter um radar cinco vezes maior; contudo, o F-22 saberia onde o SU-57 estaria e lançaria um míssil a mais de 100 milhas de distância antes do caça russo sequer saber onde o F-22 estaria.
Outro caça americano considerado um dos mais avançados do mundo é o Lookheed Martin F-35 LIGH-TNING II ou JOINT STRIKE FIGHTER, projetado mais para ataques ao solo, mas também de quinta geração, utilizado na superioridade aérea . Possui três variações, A, B e C, que são utilizadas pelos americanos e pelos aliados para operações de base terrestre de porta-aviões e de pouso vertical. A Força Aérea possui 500 F-35A que fazem pouso e decolagem convencionais; os Fuzileiros Navais possuem o F-35B que fazem decolagem e pouso vertical (stovl), e a Marinha possui o F-35C, uma variante com asas maiores para porta-aviões.
As suas principais características são:
Superioridade Terrestre – projetado para dominar os ataques ao solo, pois é equipado com mísseis de médio alcance;
Tecnologia Stealth – formato e materiais especiais tornam-no quase invisível aos radares inimigos, com as armas armazenadas internamente;
Tecnologia – equipado com radar AESA, sensores de 360 graus e um capacete HMDS, permitindo que o piloto tenha visão noturna de 360 graus e com todas as informações de combate na sua viseira, cujo custo é cerca de 400.000 dólares;
Motores – equipado com motores Pratt & Whit-ney F135, com velocidade de Mach 1.6, ou seja, cerca de 1.950 km/h;
Produção e Custo – foram produzidas bem mais de mil aeronaves, com custo aproximado entre 80 e 109 milhões de dólares, sem o motor, sendo o F-35A o mais barato e o F-35B, o mais caro.
O primeiro país a usá-lo em combate foi Israel, em 2018. Hoje é utilizado em operações estratégicas no Irã, onde uma delas foi abatida. Os pilotos foram resgatados com vida após uma grande operação.
Se compararmos os dois caças americanos realmente não há um melhor, eis que o F-22 é superior no combate ar-ar (velocidade, agilidade e furtividade frontal), ao passo que o F-35 é mais versátil (multifunção, ataque e guerra eletrônica), sendo mais eficiente para missões de ataque ao solo e reconhecimento.



